terça-feira, 15 de março de 2011

Solidariedade com o JAPÃO

É justo lembrar, e, sermos solidários com um povo que sofreu mais um enorme golpe, que abala até o mais insensível dos humanos.
Povo disciplinado, trabalhador, e preparado para sismos, que lhes batem à porta a um ritmo por vezes diário, mas para uma brutalidade destas, não há preparação que resista.
Dizem os entendidos que nós devemos colocar as nossas barbas de molho, porque isto é ciclico e nós estamos desde 1755 em lista de espera.
Que os DEUSES, nos protejam porque se houver algo semelhante a esta desgraça, nós vamos morrer como moscas. Se no Japão foi assim e estão preparados, o que seria cá, onde nada foi feito como medida de precaução para estas previsíveis catástrofes.

segunda-feira, 14 de março de 2011

UMA SENHORA ACTRIZ



Durante muitos anos a Revista à Portuguesa, foi o entretenimento popular de eleição.
O Parque Mayer era a nossa Broadway.
Os Teatros ABC, Variedades, e Maria Vitória, tinham sempre Revistas à Portuguesa ou Comédias,  que duravam meses em cena, com duas sessões diárias, e ao domingo três, com a inclusão de uma matine. Uma estafa para os/as artistas, que tinham ali o seu ganha pão, mas tinham que lá deixar o couro e o cabelo para o ganhar. Imaginem estar todos os dias a fazer aquele trabalho, repetitivo, para fazer rir a assistência, por vezes doentes, cansados, e muitas vezes a trabalhar para pessoas cinzentas, que não os entendiam. 
A actriz Ivone Silva, foi uma verdadeira profissional em todos os sentidos da palavra. Era tão obcecada pelo trabalho, e pelo teatro em particular, que deixou andar aquela doença maldita que a havia de matar. Dizia que não tinha tempo para ir às consultas, e aos tratamentos, porque não podia faltar ao Teatro.
    Maria Ivone da Silva Nunes Viana, mais conhecida simplesmente por Ivone Silva, foi uma actriz portuguesa conhecida pelo seu trabalho humorístico na televisão e teatro de revista. Filha de José António da Silva, também actor, e de Ermelinda Nunes, nasceu a 24 de Abril de 1935 em Paio Mendes, aldeia situada no concelho de Ferreira do Zêzere, e veio a falecer em Lisboa a 20 de Novembro de 1987 de cancro da mama.

domingo, 13 de março de 2011

Hoje há sobremesa!

Com a devida vénia!


  
   Por Marta Medeiros


Não há nada que me deixe mais frustrada
do que pedir Pudim de sobremesa,
contar os minutos até ele chegar
e aí ver o garçom colocar na minha frente
um pedacinho minúsculo do meu pudim preferido.
Um só.
Quanto mais sofisticado o restaurante,
menor a porção da sobremesa.
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência,
comprar um pudim bem cremoso
e saborear em casa com direito a repetir quantas
vezes a gente quiser,
sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação..
O PUDIM é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções,
de prazeres meia-boca,
de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual,
mas tem que fingir que é difícil
(a imensa maioria das mulheres
continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').
Adora tomar um banho demorado,
mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo,
mas tem medo de fazer papel ridículo.
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD,
esparramada no sofá,
mas se obriga a ir malhar.
E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar',
tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...
Aí a vida vai ficando sem tempero,
politicamente correta
e existencialmente sem-graça,
enquanto a gente vai ficando melancolicamente
sem tesão.....
Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'.
Deixar de lado a régua,
o compasso,
a bússola,
a balança
e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente
e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou
e disse uma frase mais ou menos assim:
'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'...
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem,
podemos (devemos?) desejar
vários pedaços de pudim,
bombons de muitos sabores,
vários beijos bem dados,
a água batendo sem pressa no corpo,
o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo.
Um dia.
Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga:
um pudim inteiro
um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order',
uma caixa de trufas bem macias
e o Malvino Salvador, nu, embrulhado pra presente.
OK?
Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago . . .

 

Falando de música




Alton Glenn Miller
Nasceu em Clarinda, a 1 de Março de 1904
Faleceu de desastre de avião em 15 de Dezembro de 1944

Numa época em há tantas e tão boas oportunidades de se formarem grandes músicos, consequentemente grandes orquestras, bandas, e outras formações musicais, graça o desemprego no sector.
A conjuntura nacional e internacional, fez com que fossem acabando, as grandes orquestras.
Também com o avanço das tecnologias, qualquer descarado/a, vai para cima de um palco com um teclado com uma disquete, ou ligado a um computador, finge que toca piano, e canta por cima.
Em Portugal com a subida ao poder do Governo do então Primeiro Ministro Cavaco Silva, acabaram as Orquestras públicas, de uma assentada acabou a Sinfónica e a Ligeira. Prometeram-se mundos e fundos, novas orquestras seriam formadas, e outros paraísos anunciados, mais uma vez não passaram de promessas. 
Estamos a uma distância de trinta anos, e a situação foi-se degradando, há grandes músicos desempregados, e sem nenhuma esperança de dias melhores, porque entretanto a crise generalisou-se, e a indústria hoteleira, grande empregadora, também entrou em crise.
Como vão longe os tempos em que se faziam, bailes de gala com Grandes Orquestras, e em que haviam bandas nos Hotéis, Grandes Orquestras e Shows internacionais nos Casinos.
No meu video de hoje, sugiro que apreciem a Orquestra Glenn Miller, na sua criação Moonlight Serenade.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Três Deuses da Bateria - DAVE WECKLE, VINNIE COLAIUTA, STEVE GADD

Ao longo do tempo que tenho andado às voltas com a música, já passei por muitas situações, alturas houve, em que me senti bem comigo mesmo, fiz bons trabalhos, estive ao nível dos que me circundavam. O meu lema é aprender até morrer. Ainda ando às voltas com as lições, porque quando começei, nunca tive quem me ensinasse, nem como pegar numa baqueta. Na música sempre soube que não chegaria aos 100%, ninguém na música chega aí, é uma arte/profissão o que lhe quizerem chamar, onde se podem atingir grandes performances, mas há sempre hipótse de melhorar, porque os instrumentos, e, a música na mão dos virtuosos não têm limites.
Deixo-vos com estes tês monstros, executantes do instrumento que sempre fez, e faz parte da minha vida.
Quem anda a aprender a tocar, se quizer dedicar algum tempo, tem muita coisa para aprender, quem me dera que nos meus primeiros passos como baterista, ou até há vinte anos atráz, se tivesse esta ferramenta (Internet/You Tube), eu era outro músico.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Comemoração do 75º Aniversário do primeiro voo do Supermarine Spitfire

Spitfire Mk V...illustration by Lance Russwurm
 O Supermarine Spitfire foi o avião de caça britânico mais famoso da Segunda Guerra Mundial, e o único caça aliado que operou durante todo o conflito.
No passado Sábado dia 5 de Março, comemorou-se em Inglaterra, os 75 anos do primeiro voo deste avião mítico, na história da aeronáutica militar. Houve um festival aéreo e um avião SPITFIRE, com 75 anos fez o seu voo no festival, assistiram milhares de pessoas entre as quais a minha filha e o meu genro.
Quem é contemporâneo da Segunda Guerra Mundial, ou nasceu pouco depois, (o meu caso) certamente que ouviu falar desta aeronave.
 Projectado em 1936 por Reginald Mitchell, o seu nome provém do inglês spit (cuspir) e fire (fogo), cuspidor de fogo, designa uma pessoa (especialmente mulher) de temperamento explosivo.
A fama deste caça afirmou-se com a Batalha de Inglaterra, onde a sua performance nas médias e baixas altitudes (nas quais foram travados os principais combates) superou a do então principal caça alemão, o Messerschmitt Bf 109. Embora no computo final da batalha se verifique que foram abatidos mais caças britânicos do que alemães, as perdas de aviões abatidos no total, contando-se os bombardeiros, impostas pela Royal Air Force à Luftwaffe, através dos Spitfire e Hawker Hurricane, frustrou os planos de Adolf Hitler de obrigar a Grã-Bretanha a assinar a paz segundo os seus termos.
Os SPITFIRE, na FORÇA AÉREA PORTUGUESA
A FAP, ao tornar-se um ramo independente das forças armadas portuguesas, adquiriu cento e doze destas aeronaves no ano de 1942, estiveram ao serviço durante 13 anos, tendo sido abatidos em 1955.
A produção do Spitfire terminou em 1948, e actualmente restam menos de cinquenta exemplares, espalhados pelo mundo, entre museus aeroespaciais e coleccionadores particulares.








quarta-feira, 9 de março de 2011

Em 17 de Março Nat King Cole faria 92 anos.



Nat King Cole, nome artístico de Nathaniel Adams Coles, nasceu nos EUA, em Montegomery, a 17 de Março de 1919, faleceu em Santa Mónica, a 15 de Fevereiro de 1965, dizer que foi um cantor e músico é pouco, para um tão grande talento, grande músico, grande cantor e compositor, tendo também feito alguns filmes. Deixou descendência, sua filha Natalie Cole, uma "Diva", tirando partido das novas tecnologias tem um dueto com seu pai, que não encontro palavras para descrever tão belo momento.
Canções como; Mona Lisa, Stardust, Unforgettable, Nature Boy, Quizás, e muitas outras, em diversas línguas, onde não faltam o espanhol e o português, ficaram imortalizadas, pela sua voz singular. Suas músicas românticas tinham um toque especial. 
A sua voz associada ao piano, fez dele um artista de grande sucesso, e, mundialmente conhecido.
 Seu pai, Don Edward Coles, era talhante e simultaneamente diácono de uma Igreja Baptista, a família Coles mudou-se para Chicago, aí seu pai tornou-se pastor e a sua mãe, Perlina Adams, tocava órgão na Igreja. Esta foi a única professora que Nat teve ao longo da sua carreira artística.

Cole, lutou contra o racismo durante toda a vida, recusando-se sempre a cantar para plateias onde havia segregação racial. Por ter o hábito de fumar três maços de cigarros por dia, veio a morrer precocemente vítima de cancro do pulmão. Dizia-se nessa época (erradamente claro), que os cigarros “amaciavam a voz”.