domingo, 10 de abril de 2011

THE SHADOWS

Antes da invasão da música dos Beatles que cilindrou tudo e todos (e foi a pedrada no charco), quem andava a par das novidades lá de fora, em termos de Bandas, os SHADOWS eram a referência.
Os autores do projecto Shadows, Hank Marvin e Bruce Welsh, o primeiro viajou de Newcastle, donde é natural acompanhado do seu inseparável viola ritmo, com apenas 16 anos, para Londres, onde vieram a conhecer o cantor Cliff Richard.
Durante algum tempo os Shadows ficaram associados ao nome de Cliff Richard, mas depressa seguiram rumos diferentes.
Buddy Holly, foi o inspirador de Hank Marvin, este que na sua juventude tocava banjo e piano, passou a dedicar-se em absoluto à guitarra eléctrica, a partir do momento em que ouviu o malogrado guitarrista norte-americano.
A SHADOWMANIA, também existe, fazem-se bastantes concertos e reuniões anuais por essa Europa fora, com bandas de Tributo. Os Diamantes Negros, têm uma banda amiga em França “Windjammer’s,"veja aqui" que no seu reportório, privilegia música solada tipo Shadows. Está nas nossas cogitações fazermos um intercâmbio com bandas estrangeiras dos anos sessenta, vamos ver se ainda vamos ter tempo para realizar esse projecto, com esta crise, se calhar não passa de uma ideia.
Os Shadows enquanto Banda já estão separados, Hank Marvin, tem uma banda com o seu filho Ben Marvin, um duplicado do original.
Esta banda excepcional, quando apareceu trouxe também novidades, além do som inconfundível da guitarra do Marvin, em palco os passinhos tipo Shadow, fizeram época.
Os Shadows duraram muitos anos felizmente, mas como tudo na vida, acabaram. Os seus elementos, eram Hank Marvin, guitarra solo, Bruce Welsh, guitarra ritmo, e, Brian Bennett, baterista. Três professores, uma lástima terem acabado quando ainda tinham tanto para fazer juntos, musicalmente falando. O elemento baixista nos últimos anos foi sempre o mesmo, até ao The Final Tour, este e o teclista, eram considerados músicos convidados.
Vou ter de deixar o Link, para verem esta banda fantástica porque não consigo fazer entrar o video do You Tube, vejam aqui!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

ENQUANTO HOUVER POVOS ASSIM, O MUNDO NÃO ESTÁ PERDIDO.

Com a devida vénia, transcrevo sem alterar nada, este e-mail que recebi hoje. Só coloco uma questão:
- E se fosse cá em Portugal?
Coitado do pobre povo português!

Enquanto o Japão conta os mortos (quase 17 mil, segundo as últimas estimativas 
oficiais) e eleva de quatro para cinco o nível de alertanuclear, já a dois níveis do que se atingiu em Chernobyl, um jornalista da CNN, Jack Cafferty, não esconde a surpresa e faz uma pergunta:
 «Tendo em conta a escassez de comida e a incrível destruição, incluindo em Tóquio, por que razão não estão a ocorrer episódios de pilhagens e vandalismo no Japão?»
Cafferty estabelece um paralelo com o que sucedeu no seu próprio país depois da passagem devastadora do furacão Katrina e cita um colega, Ed West, do Telegraph.

West escreveu uma crónica na qual se confessava «estupefacto» pela reacção ordeira do povo japonês ao terramoto e ao tsunami, e do sentimento de solidariedade que encontrou um pouco por todo o lado.
«As cadeias de supermercado baixaram drasticamente os preços dos produtos assim que ficou clara a dimensão da catástrofe», conta Ed West. «Vendedores de bebidas começaram a distribui-las gratuitamente, com a justificação de que todos trabalhavam para assegurar a sobrevivência de todos».

Cafferty adianta uma explicação: os japoneses possuem um código moral tão elevado que se mantém intacto mesmo nas horas mais sombrias, mesmo quando só existe destruição em redor.
Esta atitude não é por caridade. É SOLIDARIEDADE

Falar, e escrever com oito dias de antecedencia

No relato das eleições do Sporting Clube de Portugal, no Sábado da semana passada, que de facto não dignificaram nada o clube, e sobretudo o modo de comportamento diferente do habitual, como cívicamente se comportam em geral os adeptos do Sporting.
Os nossos adversários não estavam habituados a ver peixeiradas, como normalmente sucede nas eleições do Benfica, em que já houve de tudo. Aqui cabe o velho ditado;- "As prostitutas não querem estar sózinhas", a partir desse momento, todo o passado benfiquista foi esquecido, e o Sporting de bem comportado passou a ter todos os nomes.
A imprensa desportiva quase toda pintada de "vermelho", foi um fartar vilanagem, foi bater no clube do leão a torto e a direito, que tinha sido uma vergonha, assim e assado! Uns cobardes estes jornalistas, só batem em mortos.
Hoje o Benfica levou mais uma lição de futebol, e perdeu o campeonato em casa para o Porto, e se durante a semana nos "jogos de bastidores" que normalmente antecedem estas partidas, já haviam feito sair o fel que lhes vai na alma, ao dizer que eram proibidas faixas e bandeiras aos adeptos do Porto, uma vergonha!
Hoje antes do prélio, os adeptos do Benfica mostraram bem o que são, agrediram à pedrada as autoridades, vandalizaram tudo o que lhes apareceu pela frente, inclusive património de benfiquistas.
Em Alvalade não houve carros vandalisados, não houve pedrada na Polícia, não houve apagão após o jogo quando os jogadores do Porto ainda estavam no relvado, até tiveram direito a abertura da rega do campo. Estou ansioso para ver o que vão dizer os jornais e os comentadores que tanto criticaram o que se passou em Alvalade.
Aqui não há lobos nem cordeiros, mas no entanto, isto hoje passou das marcas, tanto antes como depois do jogo.

sábado, 2 de abril de 2011

As Bandas Filarmónicas

Estão a rejuvenescer as escolas de música das filarmónicas, embora ainda não se note esse investimento em algumas bandas, porque para se fazer um músico, é preciso muita persistência e dedicação. Perdem-se muitos jovens. Um músico que queira evoluir, tem que estudar toda a vida como um médico, e praticar todos os dias como um desportista de alta competição, isto se quiser estar num nível elevado, porque para dar uns toques para uns amigos numa tertúlia, basta o jeitinho natural de cada executante.
Em Portugal, o investimento na cultura a todos os níveis, em particular na música, é só fachada, gastam-se milhões, fortunas, orçamentadas no Ministério e nas Autarquias, as verbas são gastas, mas não há planificação, e vão parar a outros lados que não propriamente à cultura musical. São números para a estatística. As crianças têm aulas de música no Secundário, mas há professores que não diferenciam uma colcheia de uma semi-colcheia, isto eu sei de fonte limpa.
Nas minhas passagens pelo You Tube em busca de música, fui descobrir um tema SPANISH FEVER, que a Banda da Sociedade Filarmónica dos Aliados – São Pedro de Sintra, também executa, mas aqui interpretado por uma Banda japonesa, com mais de cem elementos, jovens na sua grande maioria. Em Portugal não há projectos, não há música deste nível nestas idades, nem há onde se possa apreciar, o que existe de de bom a nível musical não se aprende na escola Oficial, ou é nas Filarmónicas, que com todas as suas dificuldades, vão dando escola de música aos jovens a titulo gratuito, ou então em escolas a pagar. Realmente se houvesse este género de música a passar na televisão, a entrar nas nossas casas, nem que fosse só uma vez por semana, dando preferência à qualidade, o gosto passava a existir, assim como é que se pode gostar de algo que quase ninguém conhece? Porque é que nos liceus não se fomentam a criação de Orquestras, ou Bandas?
Aqui, o que interessa é embrutecer o povo, com doses maciças de futebol e telenovelas. Cá em vez de se fomentar, acaba-se tudo por questões financeiras, das Orquestras ao Ballet, foi tudo abaixo. Até o Ballet Gulbenquian, que era pago pela Fundação, supunha-se não haver ali nunca faltas de dinheiro também acabou. Realmente este 25 de Abril não produziu efeito, como dizia o Ary dos Santos, “VAMOS FAZER um 25 de ABRIL NOVO”.
Aqui fica a antítese da cultura musical em Portugal, documentada em vídeo.

terça-feira, 29 de março de 2011

Nuvem radioactiva chega a Portugal

Pelos céus dos Açores já circulam partículas de gases radioactivos oriundas da central nuclear de Fukushima, Japão. A ‘nuvem radioactiva’ deve atingir Portugal continental nos próximos dias e evoluir para o resto da Europa e Médio Oriente.    "in correio da manhã"

Estava-se mesmo a ver que esta desgraça nos ia bater à porta. 

O Planeta está cada vez mais pequeno, face aos erros que o "predador-mor" tem cometido. Já aqui lastimei, e solicitei a quem por ventura passasse por aqui, solidariedade, e, respeito pelo sofrimento do povo japonês. Povo organizado, e dedicado ao seu país, eventualmente, como nenhum outro.

Quando todo o Universo, apresenta sinais de cansaço, face a tantas afrontas do ponto de vista ambiental, alterações climáticas, desertificação, chuvas ácidas, etc..., esta desgraça que perdura na Central nuclear de Fukushima, trouxe de novo para a ribalta a questão da energia nuclear, ressaltando à vista desarmada que quem está livre destas centrais, está muito mais seguro.

Em Portugal não há disto  (por vezes é bom não ser muito evoluído), no entanto há um grupo poderoso de magnatas, com Patrick Monteiro de Barros à cabeça, que tem exercido uma pressão imensa sobre o Governo, para a instalação dessa energia no nosso país. Até hoje temos conseguido resistir a essa praga, mas o dinheiro move montanhas. Vamos ver por quanto tempo a governação vai aguentar. Passados poucos dias do terramoto japonês, um debate na nossa televisão com o senhor supra citado, e outro a apoiar essa fonte energética, e os opositores. Em face de tanta evidência, como é que ainda há descaramento para defender o indefensável?








domingo, 27 de março de 2011

CHARLIE "THE BIRD" PARKER

Charles Christopher Parker Jr. nasceu no dia 29 de Agosto de 1920, na cidade de Kansas City. Foi apelidado de "Bird" e "Yardbird" porque além de gostar do animal tinha a tendência de viver livre como os pássaros.
Charlie Parker faleceu em Nova Iorque, em 1955,aos 35 anos de idade, com centenas de músicas gravadas em seu estilo único, nas mais diversas formações instrumentais. Ainda hoje, tantos anos depois de sua morte, Charlie Christopher Bird Parker Jr. é considerado o maior improvisador de Jazz de todos os tempos e um dos mais importantes da historia deste estilo musical.
Consumido pelo álcool e pelas drogas, Parker teve uma existência breve e trágica, tentou suicidar-se duas vezes, esteve internado por um periodo largo antes de falecer aos 34 anos. Os males que causou ao seu corpo, pela vida desregrada que levou, eram tão grandes que o médico-legista atribuiu ao morto a idade de 65 anos.

sábado, 26 de março de 2011

Música portuguesa

Falar de gostos é sempre difícil, dizem que não se dicutem.
Respeitando toda a gente, sempre achei que não existe neste campo,  da cultura musical (como em quase tudo nesta terra), uma política de dar a conhecer às pessoas o que é de facto enriquecedor, a boa música, quem é de facto um artista a sério. Não o que se vê é um povo burro de todo, que grande parte só quer ouvir música brejeira, tipo "Quem é o pai da criança", e outras pimbalhadas, porque é disso que lhe impingem, e como pensar, dá muito trabalho, não vale a pena parar para ouvir alguma coisa interessante, isso  é coisa para intlectuais. Se na governação estão uns parolos, ao povão há que lhes dar em doses macissas, música pimba, porque quanto menos cultos e evoluídos melhor.
Nos programas televisivos da manhã, e aqueles depois da hora de almoço,  não divulgam trabalhos de gente  capaz, só se vêm desfilar artistas de meia tigela. É uma realidade que não conseguem levantar da cama um artista com nome, para ir a um programa de tipo "Encher balões", a culpa é dos canais, porque nunca apostaram na qualidade. Tivesse havido sempre um critério de qualidade e certamente eles lá estariam com prazer.
Tenho muita gente de quem gosto, no panorama musical português, com Rui Veloso à cabeça, grande músico, acho-o o anti-vedeta, gosto dele porque é bom em tudo, canta bem, toca como poucos, e não passa por cima de ninguém, impôs-se porque é o melhor só isso, dos meus contemporâneos, gosto do Paulo de Carvalho, cujo trajecto é discutível, mas a boa voz e a grande qualidade essa está lá toda, Dulce Pontes, chegou onde só os priviligiados chegam, mas parece que cá não tem espaço, até à Sara Tavares, um protento, gosto da Anabela noutro estilo, mas com muita qualidade e bom gosto. Passando para o fado que noutros tempos a minha geração não ligava nada, era uma música de bairros de Lisboa, e para turista ver, teve felizmente uma grande evolução, tanto nos músicos como nos fadistas, gosto da Marisa e da Ana Moura, chego a ficar arrepiado, eu que nem podia ouvir a palavra fado, quanto mais ouvir uma música inteira.
Há outros que aprecio, e nunca me esquecerei dos antigos que fazem parte da história da música portuguesa, mas aqui ninguém quer saber da história. Os bons actores e cantores portugueses já falecidos, ou que já estão em idade avançada devem ter a nossa admiração e respeito. Simone de Oliveira, Luís Piçarra, Tony de Matos, Rui de Mascarenhas, estes que conheci ouvi ao vivo, admirei e sei alguma coisinha, qualquer dia ninguém sabe nada nem destes nem de outros, porque talvez esteja por escrever a história da música portuguesa, para ficar para a posteridade, isso não deve dar dinheiro às editoras, e para isso não há dinheiros públicos, só há dinheiro para pagar ao Armando Vara, que de cargo em cargo, o indiciado do caso "Face oculta" vai enchendo o bolso, desta feita mais de meio milhão de Euros para ser despedido do BCP, onde está a vergonha na cara?