segunda-feira, 18 de abril de 2011

De férias a Sul

Depois de umas semanas em que o Verão veio passar a Primavera a Portugal, tudo indicava que com um bocado de sorte iríamos passar uns dias de Algarve (há muito planeados) com bom tempo, quem sabe até uns banhos de mar, muito boa gente já o fez muito mais a norte, e com calor. Quando vim já sabia pelo meu amigo “DIAMANTE” Luís Manuel, que a coisa ia mudar, e, logo no início da semana. Que fazer? Crise, vai-te embora, precisamos, de carregar as baterias, toca a andar que se faz tarde.
Chegámos com sol e calor, já vamos no quarto dia de estadia, o primeiro em que o céu muito nublado, chuva, e alguma trovoada ao longe fizeram a sua aparição. Mesmo assim vieram-me boas recordações, porque quando começaram a cair os primeiros pingos grossos, estávamos na rua, e o cheiro a terra molhada característico de África, veio logo à minha pituitária.
Depois de chegarmos à conclusão que nestas condições não havia nada para fazer na Rua, recolhemo-nos, a minha companheira foi ler, e eu vim para o meu inseparável companheiro de férias, e de todos os dias, o computador, abrir o correio electrónico, e depois dar a volta pelos blogues. Do blogue de uma senhora com muito interesse, "Rosa dos Ventos", amiga da minha amiga Graça, em que ela num post, relembra os seus tempos de escola, veio-me à lembrança os meus tempos de andar a passear os livros, e os cadernos na extinta Escola Académica de Sintra, em que tive tudo para ser um bom aluno, e, dei com os burros na água. Agora fala-se de discriminação, disto e daquilo, ali era a pagar, e havia discriminação, a começar por os meninos de papás ricos não ficarem juntos com os cábulas como eu. Para os chamados “burros” havia a turma B, com 23 burros, onde ninguém estudava nada, uma folha de ocorrências para nós durava um mês, enquanto para os outros durava um ano. Alegando bom comportamento e mais inteligência, os meninos "bem" estavam juntos com as meninas. Nestas também havia burras, mas era como se fossem todas farinha do mesmo saco, estavam todas juntas. Voltando às férias e às recordações, e porquê a analogia com o blogue da amiga da minha amiga, é que a minha “pituitária”, hoje funcionou trazendo-me recordações, e como tal também me fez, e faz sempre recordar a escola, e, o Dr. Vidal, bom professor, mas como pessoa não tenho boas recordações. Numa aula de ciências naturais, estávamos a dar o corpo humano, os cinco sentidos, e particularmente o sentido do olfacto, eis que surge a pergunta; - o que é a pituitária? Ninguém estudava nada, alguém sabia por acaso o que era um bicho daqueles? Correu a turma toda, 23 ignorantes, aquilo ia sempre a somar, o primeiro começava por escrever "x" vezes, se o 2º não soubesse passava ao dobro, e por aí fora, até que chegou a um numero astronómico, ninguém sabia. Eu enchi duas sebentas com a designação de pituitária. Nunca mais me esqueci, da membrana que forra as fossas nasais e onde reside o sentido do olfacto.


domingo, 17 de abril de 2011

ERIC CLAPTON

Nasceu a 30 de Março de 1945, filho de mãe solteira, foi criado pela avó e pelo companheiro desta, como sendo filho de ambos, e a mãe, como sendo sua irmã mais velha. Esconderam-lhe esta mentira até aos nove anos de idade, o que lhe veio a provocar muita instabilidade. Passou a ser um aluno desinteressado, e uma criança triste e alheada da família.
Começou a trabalhar com treze anos, como carteiro. A sua avó Rose, ofereceu-lhe uma guitarra, mas Eric demonstrava pouca aptidão para o instrumento, chegando quase a desistir, não chegou a fazê-lo em boa hora diga-se, aprendeu os primeiros acordes, esforçando-se por tocar canções antigas, e alguma influência já dos blues.
Em 1966 formou aquela que foi a sua banda emblemática, considerada uma das melhores bandas da época CREAM, com Jack Bruce, e Ginger Baker. Os CREAM, duraram pouco tempo, porque as brigas internas do grupo tornaram-se insuportáveis.
Teve muitos problemas com drogas e álcool, esteve quase perdido mas ao fim de várias desintoxicações, a última das quais em Antiqua, para se livrar do álcool, trouxe-o de novo à vida. Foi muito amigo de George Harrisson ex-Beatles, e acompanhou de perto o sofrimento da esposa Patty Boyd, causado pelo fanatismo do marido pela religião Hindú, deixando-a completamente abandonada. Esta situação acabou por fazer sofrer Clapton, que entretanto se apaixonou por ela. Essa situação viria a inspira-lo a criar aquela que é uma das suas melhores composições de sempre, LAYLA.
Tem a alcunha de Showhand, e é considerado um dos melhores guitarristas do mundo.
É um excepcional músico, que já tive a felicidade de ver actuar, sendo este o concerto da minha vida. Duvido que alguma vez veja, e ouça alguém que me proporcione tanta emoção. Concerto em Lisboa Pavilhão Atlântico 20 de Fevereiro de 2001, fez há pouco tempo dez anos, tanto tempo! Clapton estava felíz, foi daqueles dias que, por parte do músico o concerto não tinha fim, a banda saiu do palco, no final do concerto, palmas e mais palmas, ono "Encore" ele voltou sózinnho com uma guitarra acústica e tocou cerca de uma hora.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

50 Anos depois do 1º Voo Espacial Tripulado

ATUALIDADE
Há 50 anos, a 12 de abril de 1961, o primeiro voo espacial tripulado levou o cosmonauta russo Yuri_Gagarin a fazer uma órbita completa à volta da Terra e a tornar-se num herói mundial.
Nesta altura já era uma pessoa que pretendia estar informada, não me lembro de nessa altura essa notícia tenha passado pelos canais de informação portugueses. Não admira, porque o regime desse tempo não queria nada com a ex-União Soviética, e tudo quanto fossem novidades (boas) vindas daí, eram para cortar.

domingo, 10 de abril de 2011

THE SHADOWS

Antes da invasão da música dos Beatles que cilindrou tudo e todos (e foi a pedrada no charco), quem andava a par das novidades lá de fora, em termos de Bandas, os SHADOWS eram a referência.
Os autores do projecto Shadows, Hank Marvin e Bruce Welsh, o primeiro viajou de Newcastle, donde é natural acompanhado do seu inseparável viola ritmo, com apenas 16 anos, para Londres, onde vieram a conhecer o cantor Cliff Richard.
Durante algum tempo os Shadows ficaram associados ao nome de Cliff Richard, mas depressa seguiram rumos diferentes.
Buddy Holly, foi o inspirador de Hank Marvin, este que na sua juventude tocava banjo e piano, passou a dedicar-se em absoluto à guitarra eléctrica, a partir do momento em que ouviu o malogrado guitarrista norte-americano.
A SHADOWMANIA, também existe, fazem-se bastantes concertos e reuniões anuais por essa Europa fora, com bandas de Tributo. Os Diamantes Negros, têm uma banda amiga em França “Windjammer’s,"veja aqui" que no seu reportório, privilegia música solada tipo Shadows. Está nas nossas cogitações fazermos um intercâmbio com bandas estrangeiras dos anos sessenta, vamos ver se ainda vamos ter tempo para realizar esse projecto, com esta crise, se calhar não passa de uma ideia.
Os Shadows enquanto Banda já estão separados, Hank Marvin, tem uma banda com o seu filho Ben Marvin, um duplicado do original.
Esta banda excepcional, quando apareceu trouxe também novidades, além do som inconfundível da guitarra do Marvin, em palco os passinhos tipo Shadow, fizeram época.
Os Shadows duraram muitos anos felizmente, mas como tudo na vida, acabaram. Os seus elementos, eram Hank Marvin, guitarra solo, Bruce Welsh, guitarra ritmo, e, Brian Bennett, baterista. Três professores, uma lástima terem acabado quando ainda tinham tanto para fazer juntos, musicalmente falando. O elemento baixista nos últimos anos foi sempre o mesmo, até ao The Final Tour, este e o teclista, eram considerados músicos convidados.
Vou ter de deixar o Link, para verem esta banda fantástica porque não consigo fazer entrar o video do You Tube, vejam aqui!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

ENQUANTO HOUVER POVOS ASSIM, O MUNDO NÃO ESTÁ PERDIDO.

Com a devida vénia, transcrevo sem alterar nada, este e-mail que recebi hoje. Só coloco uma questão:
- E se fosse cá em Portugal?
Coitado do pobre povo português!

Enquanto o Japão conta os mortos (quase 17 mil, segundo as últimas estimativas 
oficiais) e eleva de quatro para cinco o nível de alertanuclear, já a dois níveis do que se atingiu em Chernobyl, um jornalista da CNN, Jack Cafferty, não esconde a surpresa e faz uma pergunta:
 «Tendo em conta a escassez de comida e a incrível destruição, incluindo em Tóquio, por que razão não estão a ocorrer episódios de pilhagens e vandalismo no Japão?»
Cafferty estabelece um paralelo com o que sucedeu no seu próprio país depois da passagem devastadora do furacão Katrina e cita um colega, Ed West, do Telegraph.

West escreveu uma crónica na qual se confessava «estupefacto» pela reacção ordeira do povo japonês ao terramoto e ao tsunami, e do sentimento de solidariedade que encontrou um pouco por todo o lado.
«As cadeias de supermercado baixaram drasticamente os preços dos produtos assim que ficou clara a dimensão da catástrofe», conta Ed West. «Vendedores de bebidas começaram a distribui-las gratuitamente, com a justificação de que todos trabalhavam para assegurar a sobrevivência de todos».

Cafferty adianta uma explicação: os japoneses possuem um código moral tão elevado que se mantém intacto mesmo nas horas mais sombrias, mesmo quando só existe destruição em redor.
Esta atitude não é por caridade. É SOLIDARIEDADE

Falar, e escrever com oito dias de antecedencia

No relato das eleições do Sporting Clube de Portugal, no Sábado da semana passada, que de facto não dignificaram nada o clube, e sobretudo o modo de comportamento diferente do habitual, como cívicamente se comportam em geral os adeptos do Sporting.
Os nossos adversários não estavam habituados a ver peixeiradas, como normalmente sucede nas eleições do Benfica, em que já houve de tudo. Aqui cabe o velho ditado;- "As prostitutas não querem estar sózinhas", a partir desse momento, todo o passado benfiquista foi esquecido, e o Sporting de bem comportado passou a ter todos os nomes.
A imprensa desportiva quase toda pintada de "vermelho", foi um fartar vilanagem, foi bater no clube do leão a torto e a direito, que tinha sido uma vergonha, assim e assado! Uns cobardes estes jornalistas, só batem em mortos.
Hoje o Benfica levou mais uma lição de futebol, e perdeu o campeonato em casa para o Porto, e se durante a semana nos "jogos de bastidores" que normalmente antecedem estas partidas, já haviam feito sair o fel que lhes vai na alma, ao dizer que eram proibidas faixas e bandeiras aos adeptos do Porto, uma vergonha!
Hoje antes do prélio, os adeptos do Benfica mostraram bem o que são, agrediram à pedrada as autoridades, vandalizaram tudo o que lhes apareceu pela frente, inclusive património de benfiquistas.
Em Alvalade não houve carros vandalisados, não houve pedrada na Polícia, não houve apagão após o jogo quando os jogadores do Porto ainda estavam no relvado, até tiveram direito a abertura da rega do campo. Estou ansioso para ver o que vão dizer os jornais e os comentadores que tanto criticaram o que se passou em Alvalade.
Aqui não há lobos nem cordeiros, mas no entanto, isto hoje passou das marcas, tanto antes como depois do jogo.

sábado, 2 de abril de 2011

As Bandas Filarmónicas

Estão a rejuvenescer as escolas de música das filarmónicas, embora ainda não se note esse investimento em algumas bandas, porque para se fazer um músico, é preciso muita persistência e dedicação. Perdem-se muitos jovens. Um músico que queira evoluir, tem que estudar toda a vida como um médico, e praticar todos os dias como um desportista de alta competição, isto se quiser estar num nível elevado, porque para dar uns toques para uns amigos numa tertúlia, basta o jeitinho natural de cada executante.
Em Portugal, o investimento na cultura a todos os níveis, em particular na música, é só fachada, gastam-se milhões, fortunas, orçamentadas no Ministério e nas Autarquias, as verbas são gastas, mas não há planificação, e vão parar a outros lados que não propriamente à cultura musical. São números para a estatística. As crianças têm aulas de música no Secundário, mas há professores que não diferenciam uma colcheia de uma semi-colcheia, isto eu sei de fonte limpa.
Nas minhas passagens pelo You Tube em busca de música, fui descobrir um tema SPANISH FEVER, que a Banda da Sociedade Filarmónica dos Aliados – São Pedro de Sintra, também executa, mas aqui interpretado por uma Banda japonesa, com mais de cem elementos, jovens na sua grande maioria. Em Portugal não há projectos, não há música deste nível nestas idades, nem há onde se possa apreciar, o que existe de de bom a nível musical não se aprende na escola Oficial, ou é nas Filarmónicas, que com todas as suas dificuldades, vão dando escola de música aos jovens a titulo gratuito, ou então em escolas a pagar. Realmente se houvesse este género de música a passar na televisão, a entrar nas nossas casas, nem que fosse só uma vez por semana, dando preferência à qualidade, o gosto passava a existir, assim como é que se pode gostar de algo que quase ninguém conhece? Porque é que nos liceus não se fomentam a criação de Orquestras, ou Bandas?
Aqui, o que interessa é embrutecer o povo, com doses maciças de futebol e telenovelas. Cá em vez de se fomentar, acaba-se tudo por questões financeiras, das Orquestras ao Ballet, foi tudo abaixo. Até o Ballet Gulbenquian, que era pago pela Fundação, supunha-se não haver ali nunca faltas de dinheiro também acabou. Realmente este 25 de Abril não produziu efeito, como dizia o Ary dos Santos, “VAMOS FAZER um 25 de ABRIL NOVO”.
Aqui fica a antítese da cultura musical em Portugal, documentada em vídeo.