domingo, 17 de fevereiro de 2013

18 de fevereiro de 1947

Parabéns Maria Madalena.
Para ti, que ao longo destes quarenta e seis anos,  me tens aturado nos bons e maus momentos, os meus votos de que faças muitos anos, e que possamos envelhecer juntos, ainda úteis e com saúde.
Para ti, aqui te deixo em forma de prenda de aniversário, um grande ramo de rosas vermelhas, com um grande beijo do teu marido que te ama muito.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O Almoço comemorativo do meu aniversário e da Carlota.

Há sempre festa, mais simples, mais sofisticada, mais gente  menos gente, mas passar em claro o 7 de fevereiro, seria um sacrilégio, isto em relação à CARLOTA, porque adora o dia do seu aniversário, e como somos dois aniversariantes no mesmo dia, há festa normalmente!
Este ano no sábado dia 9 do corrente, convidámos a família mais chegada, mesmo assim passou a vintena ao almoço, e ao lanche eramos trinta.
Houve música ao vivo, aparelhagem montada, microfones, tudo à volta do piano acústico da casa que foi minha, e agora é da minha filha, tocado pelo, "tio Xixó",  houve baixista, cantor, saxofone alto, percussionista, outro pianista (o meu afilhado João filho do Xixó), houve cantoras espontâneas, isto na parte artística depois do lanche.
A comida estava ótima como sempre, e não é para me gabar, mas a empresa de catering Casa da D. Madalena, que me fornece quase à cinquenta anos, nunca faz má figura.

Ementa:
Bacalhau espiritual, com toque à Madalena
Cabrito assado no forno, com batatinhas novas
Frango do campo assado no forno (para quem não gosta de cabrito)
Leitão dos Negrais, "Tia Alice" (assado no dia, fui lá buscá-lo à saída do forno, ainda vinha quente)
Rissóis de camarão caseiros (com camarão), croquetes, tartes de quiches, queijos, bolos caseiros, e mousse de chocolate feita pelo meu genro, qualidade superior, daquelas que se vira a taça e permanece imperturbável, sólida e arrendada, com um sabor delicioso. Quando for grande também quero fazer mousse assim!...






Bem para os tempos de crise, foi um dia diferenciado, esquecer a Troika, e divertimento, foram as palavras de ordem. Há algum tempo que não festejavamos o nosso aniversário com tanta família junta, vamos ver, se não será o último.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O CICLONE II

Desde muito pequeno que me lembro de naquelas noites de inverno, com muita chuva e vento, ouvir o meu pai dizer que tudo aquilo comparado com o ciclone não era nada.
O ciclone, o ciclone!...
De vez em quando lá vinha a palavra ciclone, o bicho mau que assolou a Serra de Sintra, tendo levado tudo ou quase tudo, que encontrou no seu caminho. Estava-se então no ano de 1941, e não na década de cinquenta como erradamente já ouvi falar na televisão.
Aquelas eram as histórias dos velhos serões em família, em que depois do jantar se ouviam as notícias da antiga Emissora Nacional, mais o folhetim, que tinha o nome e bem, de Teatro Radiofónico,  interpretado por grandes nomes da cena portuguesa, era o refúgio dos atores à época, como hoje se refugiam nas telenovelas.
Após a audição, o máximo 22h já estava tudo recolhido.
Na altura as lenhas tinham muito valor, porque o gáz era uma miragem, a maioria dos sintrenses, e dos portugueses em geral, tinham as antigas, e, celebérrimas máquinas a petróleo da Casa Hipólito de Torres Vedras, e os fogões a lenha que muitas vezes estava aceso de manhã à noite, que além de fazer a comida tinha a missão de aquecer a casa. Por isso a madeira era um combustível com muito gasto, e, também muito o carvão.
Fizeram-se grandes fortunas com este desastre natural. Os madeireiros sempre bons negociantes, compravam a lenha de um hectar, que teria "x" ester´s, e, levavam o dobro ou o triplo, com uma nota de cem ou cinquenta escudos (era dinheiro), ninguém os importunava.
Passados sessenta e alguns anos, eis que o país de Norte a Sul, foi varrido por essa força da natureza, que mais uma vez escolheu as àrvores que tanta falta nos fazem, como a sua principal vítima.
Sintra e a sua magestosa serra está irreconhecível, já muito se disse escreveu e filmou, sobre o tema, mas a mim dói-me particularmente, o facto de os Parques, em especial o da Pena, apresentar tal estado de degradação devido ao fenómeno natural que o esventrou.
De realçar sobretudo o azar que foi uma dessas árvores com a sua queda, ter destruído todo um trabalho meritório que estava a ser feito na recuperação do Chalet da Condessa de Edla.
Felizmente tive oportunidade de lá ter estado este verão e levar a minha filha e netas, para que podessem apreciar tal beleza.


 
 
 
Agora quando haverá verba para reparar o que já estava reparado, ficou num estado de destruição tal, que só muito boa vontade e verbas vindas de não sei onde, poderão repor tudo, porque os trabalhos ainda não haviam terminado.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

DIAMANTES NEGROS, não são só música!

Já uma vez escrevi sobre as capacidades artisticas fora da música, de alguns elementos que fizeram parte da nossa banda.
Lembro-me de também ter escrito e enviado trabalhos para um blogue sobre música dos anos sessenta, a enaltecer os dotes como pintor, e da arte do Raimundo, mais conhecido por Charlie, nosso ex-baterista, que me substituiu quando fui para Angola.
Hoje queria apresentar a arte que o nosso Camena (Carlos Branco) tem, como fotografo. A forma romântica e expressiva, como a obetiva dele vê os planos, dizem muito da sua maneira de ser como pessoa.
Sempre foi um bom menino e um bom homem, com aquela compostura própria de quem tem a espinha direita, e não fica indiferente ao que se passa à sua volta.
Parabéns Camena.
Deixo-vos aqui dois videos que apresentam parte do seu trabalho.
Merece ser visto, espero que gostem tanto como eu.

 
 
 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Jazz para todos II

Continuando a divulgar este género de música que me fascina, aqui vai mais uma demonstração de virtuosismo, classe e simplicidade destes músicos, que a generalidade das pessoas não conhece infelizmente.
 
Barney Kessel & Tal Farlow
 

domingo, 9 de dezembro de 2012

Jazz para todos.

É mais fácil encontrar um mediano músico podre de rico, por andar uma vida inteira a vender música popularucha, que um músico de Jazz cheio de técnica, conhecedor da arte de interpretar, ler, dirigir e até ensinar música. Mas é assim em quase tudo na vida, mais vale cair em graça...
Os grandes icones do jazz, conseguiram chegar à ribalta mas nunca a serem multimilionários, hoje qualquer um destes miúdos, feitos de encomenda para serem vedetas descartáveis, já ganharam mais fama e dinheiro que quase todos os outros juntos ao longo de uma carreira de décadas. O pior é que geralmente não sabem lidar nem com o sucesso nem com o dinheiro, e acabam mal.
Mas o que me motivou a escrever este post, foi o desafio que me despertou a minha amiga Graça Sampaio, que não gosta muito de jazz, ou não é a sua música de eleição.

 
Vou aqui colocar dois temas clássicos, que espero sejam do seu agrado.
O primeiro tema é uma interpretação de Misthy pela enorme Aretha Franklin.
O segundo tema foi inspirado no outono, está bem para a época, e é interpretada por:
- Chet Baker (trompete), Paul Desmond( saxo alto), Hubert Laws (flauta), Bob James (teclado), Ron Carter (contrabaixo)  e Steve Gadd (batería). Direção de Chet Baker.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Morreu Dave Brubeck




 
Morreu um homem que foi dos mais ilustres pianistas de Jazz do século XX.
David "Dave" Warren Brubeck ( 6 de dezembro de 1920 - 5 de dezembro de 2012).
Nome artístico Dave Brubeck
Género - Jazz, Cool Jazz.
Instrumento - Piano
Pianista, compositor, Diretor de Orquestra.

 
Sou fã incondicional deste senhor há muitos anos, tenho muita da sua obra. Obras como TAKE FIVE, ou BLUE RONDO A LA TURK, fazem as minhas delícias.
Um criador nato, com curso universitário de música, tinha horror a partituras, lia mal as mesmas, no entanto a sua genialidade fez dele um músico que passava ao lado dos papéis. Diplomado pela sua Universidade, com o compromisso de nunca dar aulas, devido a esse detalhe, que ele superava com o seu génio, o seu ouvido, e a sua arte.