Não comentei ainda neste local este evento, que em tão boa hora alguém se lembrou de criar.
É mais um modo de motivar as diversas bandas concelhias, porque oriundas de sociedades de cultura e recreio, na sua maioria, regem-se por directorias amadoras. Normalmente estas bandas vivem da antiga rivalidade, e de músicos amadores que têm vaidade em representar as suas bandas.
Durante todo o mês de Outubro aos sábados, houveram concertos por duas ou três bandas do concelho.
Em 1 de Novembro, e para encerramento actuou a banda de Colares, aniversariante, e, simultaneamente, orgulhosa dos seus cento e vinte anos.
Este encerramento do Encontro "Festival" de Bandas Filármónicas, não poderia ter melhor final, nem poderia ter sido escolhida outra banda anfitriã mais apropósito.
Parabéns à Organização do evento, Direcção da Banda de Colares e todas as pessoas anónimas, muitas como constatei, por esta realização.
A vida é uma aprendizagem diária. Gosto de viver, mas não tenho medo de morrer! A música é o alimento da alma.
sábado, 5 de novembro de 2011
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Quem esqueceu Pat Boone?
Pat Boone, nome artístico de Charles Eugene Patrick Boone, nascido em 1 de junho de 1934.
Este cantor contemporâneo de Elvis e Paul Anka, que fizeram as nossas delícias, nos fins dos anos cinquenta, princípios de sessenta, muito antes, e também muito diferente da Beatlemania, e, de tudo o que nos apareceu depois, vindo de Inglaterra e que relegou completamente para a prateleira estes cantores, cá em Portugal, leia-se!
Muitos de nós eventualmente o imaginavamos resguardado num rancho qualquer, a viver dos rendimentos, rodeado dos netos, velho e caquético, com muitas queixas próprias da idade, mas não!
Há dias vi na televisão, no programa Oprah Show, uma entrevista com uma filha do lendário cantor, onde ela mostrava os seus dotes de excelente cantora, e, apresentava o seu novo trabalho. Ali se falou por fim do seu pai, afirmando ela que o pai estava em grande forma, aparecendo uma foto do cantor todo racing, vestido de cabedal preto, e cheio de tatuagens, reais ou postíças isso não sei, foto que poderemos ver em baixo, já com alguns anos, porque ele já não tem actualmente aquele aspecto, mas, que o velho cantor, continua activo e muito, isso é um facto, ao ponto de a filha dizer que os filhos dela, comentavam, que o avô era imparável, e que os anos para ele eram algo de insignificante.
Não vou voltar a falar no desrespeito que temos pelos nossos artistas mais velhos, aqueles que fizeram a história da música, do teatro, ou de outra qualquer arte. Grande parte deles morrem incógnitos ou quase, desprezados concerteza, ou por último na Casa do Artista, que em tão boa hora o Raúl Solnado se lembrou de criar, vamos ver quanto tempo vai durar, com os cortes governamentais em tudo o que é social...
Nos países que têm memória, os artistas são respeitados e apreciados, mesmo quando a idade já tem peso.
Este cantor contemporâneo de Elvis e Paul Anka, que fizeram as nossas delícias, nos fins dos anos cinquenta, princípios de sessenta, muito antes, e também muito diferente da Beatlemania, e, de tudo o que nos apareceu depois, vindo de Inglaterra e que relegou completamente para a prateleira estes cantores, cá em Portugal, leia-se!
Muitos de nós eventualmente o imaginavamos resguardado num rancho qualquer, a viver dos rendimentos, rodeado dos netos, velho e caquético, com muitas queixas próprias da idade, mas não!
Há dias vi na televisão, no programa Oprah Show, uma entrevista com uma filha do lendário cantor, onde ela mostrava os seus dotes de excelente cantora, e, apresentava o seu novo trabalho. Ali se falou por fim do seu pai, afirmando ela que o pai estava em grande forma, aparecendo uma foto do cantor todo racing, vestido de cabedal preto, e cheio de tatuagens, reais ou postíças isso não sei, foto que poderemos ver em baixo, já com alguns anos, porque ele já não tem actualmente aquele aspecto, mas, que o velho cantor, continua activo e muito, isso é um facto, ao ponto de a filha dizer que os filhos dela, comentavam, que o avô era imparável, e que os anos para ele eram algo de insignificante.
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| Todo "racing" a atirar um bocado para o abichanado! |
Não vou voltar a falar no desrespeito que temos pelos nossos artistas mais velhos, aqueles que fizeram a história da música, do teatro, ou de outra qualquer arte. Grande parte deles morrem incógnitos ou quase, desprezados concerteza, ou por último na Casa do Artista, que em tão boa hora o Raúl Solnado se lembrou de criar, vamos ver quanto tempo vai durar, com os cortes governamentais em tudo o que é social...
Nos países que têm memória, os artistas são respeitados e apreciados, mesmo quando a idade já tem peso.
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| Como nós o conhecemos, quando ainda passava por cá a sua música. |
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| Os anos não perdoam! |
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Podem tirar-nos tudo menos a alegria e os amigos!
Ao pensar reportar a Festa de Fim de Verão, que no passado sábado dia 24 de setembro 2011, fizemos com os amigos dos DIAMANTES NEGROS, na sala de convívio dos apartamentos, sito, no antigo Hotel das Arribas, na Praia Grande. Pensei num título e saíu-me logo; - Como driblar a crise! Porque certamente naquela tarde ninguém pensou um segundo, dessa coisa má que nos invade, tal a alegria e boa disposição.
Mas como quero falar de coisas que foram agradáveis, não vou bater mais nessa tecla.
Realizou-se a festa conforme planeado. Tinhamos acesso limitado a oitenta pessoas, houve uma determinada altura em que já tinhamos mais de cento e vinte confirmações, a experiência dizia-me para não me importar com o facto, porque chega a hora e falta sempre alguém. O que é mau porque deixamos de convidar pessoas que iriam certamente, em favor de outras que depois não aprecem, e mantêm a presença até à hora do começo.
Feito este reparo, dizer que com uma tarde de Praia Grande, como em Agosto não houve outra assim, compareceram ao evento, perto de cem pessoas. Pelas 17 horas, hora marcada para começar a "função", já os DIAMANTES, davam os seus primeiros acordes, começando a tocar com o intuito de fazer dançar, e recordar temas dos anos 60 a todas as pessoas presentes.
O Luís teve um final de semana bastante doloroso, com mais uma das suas já habituais crises de "gota", que o fizeram estar de cama desde a última quarta feira, só se levantando precisamente para ir tocar. Chegou com o ar de quem estava realmente enfermo, mas passado pouco tempo, com a música e a alegria já tinha melhor cara. Levou uma sessão de musico-terapia, ficou bom.
A tarde teve para mim, além do nosso bom desempenho, (acho que tocámos bem, um ou outro erro não chega para desilustrar a nossa actuação), dois momentos mais altos, primeiro e como eu disse lá, foi a estreia "Mundial", da minha neta Carlota a tocar Sax-Alto, acompanhada por mim e pelo Xixó, no tema SMILE, da autoria como sabem de Charlie Chaplin. A Carlota não vacilou, tocou serenamente e sem falhas o tema todo, fazendo uma primeira parte no registo grave, e na segunda passou para o registo agudo, algo que lhe sugeri lá, poucos minutos antes dela tocar, já que a partitura estava toda no registo grave, ela fez a transposição, sem hesitar.
Foi uma gracinha ver a minha menina toda compenetrada, a realizar parte daquele que é um dos seus objectivos; - Vir a tocar com o avô nos DIAMANTES NEGROS! Quem sabe?!...
O outro momento foi quando o Duarte Mendes, ex-vencedor do Festival da Canção, nos presenteou com a sua presença, e cantou connosco canções dos Everly Brothers, finalizando e cantando à capela um tema de José Niza, que fez questão de homenagear, por ter falecido no dia anterior. Foi um momento de delicadeza e de reflexão muito grande, todas as pessoas estavam silenciosamente a ouvir o cantor, que de um modo sublime, interpretou as palavras daquele que ficará eternamente na memória de quem viveu a música antes e depois do 25 de Abril.
A festa começou cedo e durou até depois das 24h.
Uma tarde noite muito bem passada, num "assalto" à moda antiga com muita comida, e bebida quanto baste. Uma tarde tranquilíssima, soalheira, e uma noite agradável, muita música, e reencontro de velhas amizades a relembrar tempos antigos.
Venham mais dias como este para calar a crise.
Mas como quero falar de coisas que foram agradáveis, não vou bater mais nessa tecla.
Realizou-se a festa conforme planeado. Tinhamos acesso limitado a oitenta pessoas, houve uma determinada altura em que já tinhamos mais de cento e vinte confirmações, a experiência dizia-me para não me importar com o facto, porque chega a hora e falta sempre alguém. O que é mau porque deixamos de convidar pessoas que iriam certamente, em favor de outras que depois não aprecem, e mantêm a presença até à hora do começo.
Feito este reparo, dizer que com uma tarde de Praia Grande, como em Agosto não houve outra assim, compareceram ao evento, perto de cem pessoas. Pelas 17 horas, hora marcada para começar a "função", já os DIAMANTES, davam os seus primeiros acordes, começando a tocar com o intuito de fazer dançar, e recordar temas dos anos 60 a todas as pessoas presentes.
O Luís teve um final de semana bastante doloroso, com mais uma das suas já habituais crises de "gota", que o fizeram estar de cama desde a última quarta feira, só se levantando precisamente para ir tocar. Chegou com o ar de quem estava realmente enfermo, mas passado pouco tempo, com a música e a alegria já tinha melhor cara. Levou uma sessão de musico-terapia, ficou bom.
A tarde teve para mim, além do nosso bom desempenho, (acho que tocámos bem, um ou outro erro não chega para desilustrar a nossa actuação), dois momentos mais altos, primeiro e como eu disse lá, foi a estreia "Mundial", da minha neta Carlota a tocar Sax-Alto, acompanhada por mim e pelo Xixó, no tema SMILE, da autoria como sabem de Charlie Chaplin. A Carlota não vacilou, tocou serenamente e sem falhas o tema todo, fazendo uma primeira parte no registo grave, e na segunda passou para o registo agudo, algo que lhe sugeri lá, poucos minutos antes dela tocar, já que a partitura estava toda no registo grave, ela fez a transposição, sem hesitar.
| CARLOTA |
Foi uma gracinha ver a minha menina toda compenetrada, a realizar parte daquele que é um dos seus objectivos; - Vir a tocar com o avô nos DIAMANTES NEGROS! Quem sabe?!...
O outro momento foi quando o Duarte Mendes, ex-vencedor do Festival da Canção, nos presenteou com a sua presença, e cantou connosco canções dos Everly Brothers, finalizando e cantando à capela um tema de José Niza, que fez questão de homenagear, por ter falecido no dia anterior. Foi um momento de delicadeza e de reflexão muito grande, todas as pessoas estavam silenciosamente a ouvir o cantor, que de um modo sublime, interpretou as palavras daquele que ficará eternamente na memória de quem viveu a música antes e depois do 25 de Abril.
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| DUARTE MENDES |
Uma tarde noite muito bem passada, num "assalto" à moda antiga com muita comida, e bebida quanto baste. Uma tarde tranquilíssima, soalheira, e uma noite agradável, muita música, e reencontro de velhas amizades a relembrar tempos antigos.
Venham mais dias como este para calar a crise.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
CONVÉM RELEMBRAR A HISTÓRIA 2
Alemanha "rainha das dívidas"
Convém relembrar a História - Quem pagou os estragos do Hitler?
O historiador Albrecht Ritschl evoca hoje em entrevista ao site de Der Spiegel vários momentos na História do século XX em que a Alemanha equilibrou as suas contas à custa de generosas injecções de capital norte-americano ou do cancelamento de dívidas astronómicas, suportadas por grandes e pequenos países credores.
Ritschl começa por lembrar que a República de Weimar viveu entre 1924 e 1929 a pagar com empréstimos norte-americanos as reparações de guerra a que ficara condenada pelo Tratado de Versalhes, após a derrota sofrida na Primeira Grande Guerra. Como a crise de 1931, decorrente do crash bolsista de 1929, impediu o pagamento desses empréstimos, foram os EUA a arcar com os custos das reparações.
A Guerra Fria cancela a dívida alemã
Depois da Segunda Guerra Mundial, os EUA anteciparam-se e impediram que fossem exigidas à Alemanha reparações de guerra tão avultadas como o foram em Versalhes. Quase tudo ficou adiado até ao dia de uma eventual reunificação alemã. E, lembra Ritschl, isso significou que os trabalhadores escravizados pelo nazismo não foram compensados e que a maioria dos países europeus se viu obrigada a renunciar às indemnizações que lhe correspondiam devido à ocupação alemã.
No caso da Grécia, essa renúncia foi imposta por uma sangrenta guerra civil, ganha pelas forças pró-ocidentais já no contexto da Guerra Fria. Por muito que a Alemanha de Konrad Adenauer e Ludwig Ehrard tivesse recusado pagar indemnizações à Grécia, teria sempre à perna a reivindicação desse pagamento se não fosse por a esquerda grega ficar silenciada na sequência da guerra civil.
À pergunta do entrevistador, pressupondo a importância da primeira ajuda à Grécia, no valor de 110 mil milhões de euros, e da segunda, em valor semelhante, contrapõe Ritschl a perspectiva histórica: essas somas são peanuts ao lado do incumprimento alemão dos anos 30, apenas comparável aos custos que teve para os EUA a crise do subprime em 2008. A gravidade da crise grega, acrescenta o especialista em História económica, não reside tanto no volume da ajuda requerida pelo pequeno país, como no risco de contágio a outros países europeus.
Tiram-nos tudo - "até a camisa"
Ritschl lembra também que em 1953 os próprios EUA cancelaram uma parte substancial da dívida alemã - um haircut, segundo a moderna expressão, que reduziu a abundante cabeleira "afro" da potência devedora a uma reluzente careca. E o resultado paradoxal foi exonerar a Alemanha dos custos da guerra que tinha causado, e deixá-los aos países vítimas da ocupação.
E, finalmente, também em 1990 a Alemanha passou um calote aos seus credores, quando o chanceler Helmut Kohl decidiu ignorar o tal acordo que remetia para o dia da reunificação alemã os pagamentos devidos pela guerra. É que isso era fácil de prometer enquanto a reunificação parecia música de um futuro distante, mas difícil de cumprir quando chegasse o dia. E tinha chegado.
Ritschl conclui aconselhando os bancos alemães credores da Grécia a moderarem a sua sofreguidão cobradora, não só porque a Alemanha vive de exportações e uma crise contagiosa a arrastaria igualmente para a ruína, mas também porque o calote da Segunda Guerra Mundial, afirma, vive na memória colectiva do povo grego. Uma atitude de cobrança implacável das dívidas actuais não deixaria, segundo o historiador, de reanimar em retaliação as velhas reivindicações congeladas, da Grécia e doutros países e, nesse caso, "despojar-nos-ão de tudo, até da camisa".
Texto recolhido da Internet.
Convém relembrar a História - Quem pagou os estragos do Hitler?
Ritschl começa por lembrar que a República de Weimar viveu entre 1924 e 1929 a pagar com empréstimos norte-americanos as reparações de guerra a que ficara condenada pelo Tratado de Versalhes, após a derrota sofrida na Primeira Grande Guerra. Como a crise de 1931, decorrente do crash bolsista de 1929, impediu o pagamento desses empréstimos, foram os EUA a arcar com os custos das reparações.
A Guerra Fria cancela a dívida alemã
Depois da Segunda Guerra Mundial, os EUA anteciparam-se e impediram que fossem exigidas à Alemanha reparações de guerra tão avultadas como o foram em Versalhes. Quase tudo ficou adiado até ao dia de uma eventual reunificação alemã. E, lembra Ritschl, isso significou que os trabalhadores escravizados pelo nazismo não foram compensados e que a maioria dos países europeus se viu obrigada a renunciar às indemnizações que lhe correspondiam devido à ocupação alemã.
No caso da Grécia, essa renúncia foi imposta por uma sangrenta guerra civil, ganha pelas forças pró-ocidentais já no contexto da Guerra Fria. Por muito que a Alemanha de Konrad Adenauer e Ludwig Ehrard tivesse recusado pagar indemnizações à Grécia, teria sempre à perna a reivindicação desse pagamento se não fosse por a esquerda grega ficar silenciada na sequência da guerra civil.
À pergunta do entrevistador, pressupondo a importância da primeira ajuda à Grécia, no valor de 110 mil milhões de euros, e da segunda, em valor semelhante, contrapõe Ritschl a perspectiva histórica: essas somas são peanuts ao lado do incumprimento alemão dos anos 30, apenas comparável aos custos que teve para os EUA a crise do subprime em 2008. A gravidade da crise grega, acrescenta o especialista em História económica, não reside tanto no volume da ajuda requerida pelo pequeno país, como no risco de contágio a outros países europeus.
Tiram-nos tudo - "até a camisa"
Ritschl lembra também que em 1953 os próprios EUA cancelaram uma parte substancial da dívida alemã - um haircut, segundo a moderna expressão, que reduziu a abundante cabeleira "afro" da potência devedora a uma reluzente careca. E o resultado paradoxal foi exonerar a Alemanha dos custos da guerra que tinha causado, e deixá-los aos países vítimas da ocupação.
E, finalmente, também em 1990 a Alemanha passou um calote aos seus credores, quando o chanceler Helmut Kohl decidiu ignorar o tal acordo que remetia para o dia da reunificação alemã os pagamentos devidos pela guerra. É que isso era fácil de prometer enquanto a reunificação parecia música de um futuro distante, mas difícil de cumprir quando chegasse o dia. E tinha chegado.
Ritschl conclui aconselhando os bancos alemães credores da Grécia a moderarem a sua sofreguidão cobradora, não só porque a Alemanha vive de exportações e uma crise contagiosa a arrastaria igualmente para a ruína, mas também porque o calote da Segunda Guerra Mundial, afirma, vive na memória colectiva do povo grego. Uma atitude de cobrança implacável das dívidas actuais não deixaria, segundo o historiador, de reanimar em retaliação as velhas reivindicações congeladas, da Grécia e doutros países e, nesse caso, "despojar-nos-ão de tudo, até da camisa".
Texto recolhido da Internet.
Convém relembrar a História!
De um e-mail que recebi, daqueles que me chegam à caixa de correio diáriamente.
Aqui vos deixo um texto de um iluminado, daqueles que não passaram pela vida sem retirar dela qualquer ensinamento, antes pelo contrário, deixaram-nos um património cultural de valor incalculável.
Os Pobres ( I )
" ... ó geração de vapor e de pó de pedra, macadamizai estradas, fazei caminhos de ferro, construí passarolas de Ícaro, para andar a qual mais depressa, essas horas contadas de uma vida toda material, massuda e grossa como tendes feito esta que Deus nos deu tão diferente daquela que hoje vivemos. Andai, ganha-pães, andai : reduzi tudo a cifras, todas as considerações deste mundo a equações de interesse corporal, comprai, vendei, agiotai - No fim de tudo isto, o que lucrou a espécie humana ? Que há mais umas poucas dúzias de homens ricos. E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico ? [ ... ] cada homem rico, abastado, custa centos de infelizes, de miseráveis. "
Almeida Garrett, in " Viagens na Minha Terra ", ( 1843 )
Não podia estar mais actualizado!
Aqui vos deixo um texto de um iluminado, daqueles que não passaram pela vida sem retirar dela qualquer ensinamento, antes pelo contrário, deixaram-nos um património cultural de valor incalculável.
Os Pobres ( I )
" ... ó geração de vapor e de pó de pedra, macadamizai estradas, fazei caminhos de ferro, construí passarolas de Ícaro, para andar a qual mais depressa, essas horas contadas de uma vida toda material, massuda e grossa como tendes feito esta que Deus nos deu tão diferente daquela que hoje vivemos. Andai, ganha-pães, andai : reduzi tudo a cifras, todas as considerações deste mundo a equações de interesse corporal, comprai, vendei, agiotai - No fim de tudo isto, o que lucrou a espécie humana ? Que há mais umas poucas dúzias de homens ricos. E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico ? [ ... ] cada homem rico, abastado, custa centos de infelizes, de miseráveis. "
Almeida Garrett, in " Viagens na Minha Terra ", ( 1843 )
Não podia estar mais actualizado!
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Matar as empresas portuguesas em beneficio das multinacionais!
Já aqui escrevi, o modo e a maneira incorrecta e pouco profissional como um assunto meu foi tratado na FNAC, por um empregado de armazém daquela empreza, e nos fez perder, uns dias num prazo apertado para a aquisição de um livro com matéria a estudar para o exame do 9º ano, que já se encontrava no armazém à dias mas o jovem não tinha tempo para desencaixotar, e colocar nas prateleiras.
Hoje depois de ter deixado a minha mulher, na Clinica do Cascais Shopping numa consulta, e estando eu com o encargo de ficar com a minha neta mais pequena, que em ano e meio de vida já deita médicos, clínicas, e hospitais, pelos olhos, não pode nem ver aquela gente à frente, porque já os conhece pelas piores razões, desde os primeiros dias de vida infelizmente. Tive que andar a fazer horas no Shopping a passeá-la no carrinho (um avô faz tudo, até figura de ama seca no Cascaishopping). Andei no piso térreo, e como fiz o piso todo de lado a lado, fui dos restaurantes até à FNAC, onde resolvi entrar para ver as novidades.
Já tinha lido que a obra dos PINK FLOYD, ia ser toda reeditada em uma edição especial e limitada, lá estava uma brochura publicitando o acontecimento previsto para 26 de Setembro, como era assunto do meu interesse, e ninguém se chegou ao pé de mim, eu educadamente pousei o folheto no escaparate, e dirigi-me à empregada da caixa que estava ali mais perto, interroguei-a se aquele folheto publicitário, se podia levar?
- O que eu fui perguntar. Aquela fulana, com uns olhos de vibora, quase me destratou, e, arrogantemente disse-me:
-Não senhor, não pode levar nada esses folhetos são para a pré-venda, com uns modos, parecia que eu a tinha tratado mal!
Tudo bem, não se pode levar, (ponto final), eu nem retorqui.
Vi mesmo o que passou pela mente daquela tipa, viu-me ali a empurrar o carrinho de bébé, pensou que eu era um coitadinho qualquer, um velho, que nem conhece os Pink Floyd, agora quer levar o folheto, vai mas é mudar a fralda à menina, e desampara-me a loja!
Depois admiram-se, que têm trabalho a prazos curtos, e que são preteridas por operadoras/es, estrangeiros sobretudo brasileiros.
Antigamente tinhamos boas livrarias, boas discotecas (venda de discos), a saudosa Melodia na Rua do Carmo, e outras tantas, morreu tudo, para dar lugar a este gigante da FNAC, que não conhece ninguém nem quer conhecer, deve pagar péssimamente aos funcionários que trabalham de má vontade, e isso repercute-se no atendimento. Os clientes não têm culpa, os empregados, se estão mal mudem-se!
- Pois é, não o fazem porque não há empregos, mas, trabalho há muito, só que ninguém quer!
É tão bom estar ali a passar códigos de barras em caixas registadoras que lhes fazem a papa toda, não é preciso fazer raciocínios.
Eu é que já não estou para chatíces, mas aquela arrogância e destrato, que eventualmente aqui não consegui acentuar, noutros tempos tinham consequências, e a pequena sofreria um dissabor, ou eu lhe daria o troco, ou então mandava chamar o chefe de loja, para lhe dar a conhecer a deselegância.
Aos apreciadores desta banda incrível, aconselho este produto que se perfila, para ser um êxito, corram a fazer a reserva. Podem comprar disco a disco ou a colectânea por 125€, "coisa pouca", osCD's individualmente, andam pelos 19€, e são vários!
Hoje depois de ter deixado a minha mulher, na Clinica do Cascais Shopping numa consulta, e estando eu com o encargo de ficar com a minha neta mais pequena, que em ano e meio de vida já deita médicos, clínicas, e hospitais, pelos olhos, não pode nem ver aquela gente à frente, porque já os conhece pelas piores razões, desde os primeiros dias de vida infelizmente. Tive que andar a fazer horas no Shopping a passeá-la no carrinho (um avô faz tudo, até figura de ama seca no Cascaishopping). Andei no piso térreo, e como fiz o piso todo de lado a lado, fui dos restaurantes até à FNAC, onde resolvi entrar para ver as novidades.
Já tinha lido que a obra dos PINK FLOYD, ia ser toda reeditada em uma edição especial e limitada, lá estava uma brochura publicitando o acontecimento previsto para 26 de Setembro, como era assunto do meu interesse, e ninguém se chegou ao pé de mim, eu educadamente pousei o folheto no escaparate, e dirigi-me à empregada da caixa que estava ali mais perto, interroguei-a se aquele folheto publicitário, se podia levar?
- O que eu fui perguntar. Aquela fulana, com uns olhos de vibora, quase me destratou, e, arrogantemente disse-me:
-Não senhor, não pode levar nada esses folhetos são para a pré-venda, com uns modos, parecia que eu a tinha tratado mal!
Tudo bem, não se pode levar, (ponto final), eu nem retorqui.
Vi mesmo o que passou pela mente daquela tipa, viu-me ali a empurrar o carrinho de bébé, pensou que eu era um coitadinho qualquer, um velho, que nem conhece os Pink Floyd, agora quer levar o folheto, vai mas é mudar a fralda à menina, e desampara-me a loja!
Depois admiram-se, que têm trabalho a prazos curtos, e que são preteridas por operadoras/es, estrangeiros sobretudo brasileiros.
Antigamente tinhamos boas livrarias, boas discotecas (venda de discos), a saudosa Melodia na Rua do Carmo, e outras tantas, morreu tudo, para dar lugar a este gigante da FNAC, que não conhece ninguém nem quer conhecer, deve pagar péssimamente aos funcionários que trabalham de má vontade, e isso repercute-se no atendimento. Os clientes não têm culpa, os empregados, se estão mal mudem-se!
- Pois é, não o fazem porque não há empregos, mas, trabalho há muito, só que ninguém quer!
É tão bom estar ali a passar códigos de barras em caixas registadoras que lhes fazem a papa toda, não é preciso fazer raciocínios.
Eu é que já não estou para chatíces, mas aquela arrogância e destrato, que eventualmente aqui não consegui acentuar, noutros tempos tinham consequências, e a pequena sofreria um dissabor, ou eu lhe daria o troco, ou então mandava chamar o chefe de loja, para lhe dar a conhecer a deselegância.
Aos apreciadores desta banda incrível, aconselho este produto que se perfila, para ser um êxito, corram a fazer a reserva. Podem comprar disco a disco ou a colectânea por 125€, "coisa pouca", osCD's individualmente, andam pelos 19€, e são vários!
Pink Floyd - Wish You Were Here Live
domingo, 11 de setembro de 2011
Concerto DIAMANTES NEGROS 9 SET 2011 Festas de Nossa Srª do Cabo Stª Maria e S. Miguel
Foi ontem perante uma assistência que oscilava no meio milhar, conforme constatámos, o terreiro estava repleto, e este numero poderá até pecar por defeito.
Antes de tocarmos, as pessoas que nos abordavam, muitas delas que já não viamos há muitos anos, diziam-nos que só por nós teriam ido aos festejos.
A expectativa era muita, até porque nas últimas vezes que actuámos, não fomos nada felizes com o som, Estamos sempre nas mãos de quem manobra as regie's. Ou o equipamento de som é de má qualidade, ou quem mexe nos aparelhos não tem a competência suficiente para os manejar, o que nos parece ser mais a segunda opção.
Ontem estávamos perante uma empresa representada por três jovens, um técnico e dois montadores de equipamento. Muito simpáticos e competentes, possuidores de uma ""artilharia" que não ficava a dever nada a uma banda de nível internacional.
Ao vermos aquele cenário quando chegámos, interrogávamo-nos; - O que será que nos vai tocar pela frente?
A excelência do equipamento era óbvia, restava saber se quem ia manejá-lo estaria ao seu nível.
Tudo se conjugava para uma grande actuação nossa. Logo pelos testes de som, verificámos que se estava perante pessoas sabedoras, só restava fazermos o nosso trabalho o melhor que podiamos e sabíamos.
Demos tudo de nós para agradar, e agradámos!
Sabemos fazer melhor, mesmo reconhecendo que foi das nossas melhores actuações de sempre. Mas, só com muitas actuações, e ensaio é que se adquire a fluência, porque uma coisa é ensaiar, outra é tocar na rua num palco imenso, e com um som daqueles.
Ouvimo-nos de um modo diferente, com muito maior amplitude, melhor sem dúvida mas diferente do custume. Estranhámos um bocado ao princípio, depois embalámos, e parecia um Concerto em Wembley, ou Hyde Park, salvo as devidas diferenças claro, mas para nós habituados a pequenos meios, e pequenos espaços, foi óptimo.
As críticas foram excelentes, o povo não arredou pé ficou até ao fim, e por nós ainda lá estávamos tal o gosto, e, a reciprocidade entre o público e nós.
Este sim, foi "O CONCERTO".
O nosso amigo Pedro Macieira do Blogue Rio das Maçãs, reporta o acontecimento, e mostra excelentes fotos, que são uma das imagens de marca do seu espaço, podem verificar aqui!
Algumas fotos da minha neta Carlota, durante os testes de som!
Antes de tocarmos, as pessoas que nos abordavam, muitas delas que já não viamos há muitos anos, diziam-nos que só por nós teriam ido aos festejos.
A expectativa era muita, até porque nas últimas vezes que actuámos, não fomos nada felizes com o som, Estamos sempre nas mãos de quem manobra as regie's. Ou o equipamento de som é de má qualidade, ou quem mexe nos aparelhos não tem a competência suficiente para os manejar, o que nos parece ser mais a segunda opção.
Ontem estávamos perante uma empresa representada por três jovens, um técnico e dois montadores de equipamento. Muito simpáticos e competentes, possuidores de uma ""artilharia" que não ficava a dever nada a uma banda de nível internacional.
Ao vermos aquele cenário quando chegámos, interrogávamo-nos; - O que será que nos vai tocar pela frente?
A excelência do equipamento era óbvia, restava saber se quem ia manejá-lo estaria ao seu nível.
Tudo se conjugava para uma grande actuação nossa. Logo pelos testes de som, verificámos que se estava perante pessoas sabedoras, só restava fazermos o nosso trabalho o melhor que podiamos e sabíamos.
Demos tudo de nós para agradar, e agradámos!
Sabemos fazer melhor, mesmo reconhecendo que foi das nossas melhores actuações de sempre. Mas, só com muitas actuações, e ensaio é que se adquire a fluência, porque uma coisa é ensaiar, outra é tocar na rua num palco imenso, e com um som daqueles.
Ouvimo-nos de um modo diferente, com muito maior amplitude, melhor sem dúvida mas diferente do custume. Estranhámos um bocado ao princípio, depois embalámos, e parecia um Concerto em Wembley, ou Hyde Park, salvo as devidas diferenças claro, mas para nós habituados a pequenos meios, e pequenos espaços, foi óptimo.
As críticas foram excelentes, o povo não arredou pé ficou até ao fim, e por nós ainda lá estávamos tal o gosto, e, a reciprocidade entre o público e nós.
Este sim, foi "O CONCERTO".
O nosso amigo Pedro Macieira do Blogue Rio das Maçãs, reporta o acontecimento, e mostra excelentes fotos, que são uma das imagens de marca do seu espaço, podem verificar aqui!
Algumas fotos da minha neta Carlota, durante os testes de som!
| Carlos Henriques (Xixó) Guitarra solo e voz |
| Imagem do palco |
| Luís Cardoso, viola e teclas. |
| Jaime Pereira, Viola baixo e voz |
| Eu "O baterista"! Os DIAMANTES NEGROS, em plena actuação! |
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