domingo, 24 de julho de 2011

Mentes Brilhantes

Ser alguém que se distingue da maioria dos mortais, na ciência sobretudo, mas também um desportista, ou um aluno sobredotado, é sempre alguém que é conotado como excêntrico, para não lhe chamar nomes piores.
De facto a experiência diz-me, pelo que conheço pessoalmente, leio, vejo e ouço, que essas pessoas têm dificuldade em relacionar-se com o mundo dos chamados "normais", será que o somos?
Ainda ontem ao ver o filme "Uma mente brilhante", voltei a questionar-me:
-Será que para ser brilhante, esta gente tem que ser diferente?
O mundo para eles é confuso, e, estão para além do que nos rodeia como gente normal.

domingo, 17 de julho de 2011

DIAMANTES NEGROS

Não estava de todo nos nossos planos ter uma actividade muito grande, pensávamos ensaiar quando possível, e tocar para nosso gozo e manter a forma, fazer isso sim, um concerto anual obrigatório pelo nosso aniversário.
Mas como diria o Badaró; "quando o público gosta não há nada a fazer", fomos convidados para fazer três actuações às quais não podiamos dizer que não:
-Assim sendo, estaremos no próximo dia 29 de Julho à noite em Sintra na Feira do Livro, na Av. Combatentes da Guerra, junto ao Soldado Desconhecido. Em Agosto, no Domingo dia 14 à noite, estaremos em Colares na Festa anual, a convite da Comissão Organizadora. Em Setembro nas Festas da Nossa Senhora do Cabo, que desta feita se despede da Freguesia de Santa Maria, e assim lá estaremos no dia 9 de Setembro sexta-feira, também à noite. Se a estas juntarmos mais três já realizadas, estamos quase com uma actividade mensal, só não tocámos em Fevereiro.
Era muito bom podermos contar com a presença dos nossos amigos de sempre, e gostavamos de ter muita gente perto de nós, e que a nossa música fosse do agrado geral, é para isso que nos esforçamos e damos o nosso melhor.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Onde está a crise?

A crise sentimo-la quando fazemos as nossas compras, para sustentar o agregado familiar, e notamos que deixamos lá muito mais dinheiro para trazer o de sempre.
Ouvimos muita coisa, que somos lixo, que os bancos valem zero, sim, ouve-se muita coisa.
Mas vemos o quê?




Os locais de lazer estão repletos, os Porches parecem cogumelos a nascer!
Crise, onde estás?
Fotos tiradas ontem em Vila Nova de Gaia!

domingo, 26 de junho de 2011

89º ANIVERSÁRIO da Soc. Filarmónica "OS ALIADOS"

Depois de um interregno de mais de 20 anos, no passado Domingo 12 de Junho, voltei a tocar nesta colectividade de São Pedro de Sintra, freguesia onde moro desde que vim da Guerra Colonial em 1970, toquei lá para ajudar a banda quando era necessario, nos anos 70 e 80, mas com as alterações porque passam as nossas vidas, mudança de residência, e outras músicas, deixei de colaborar com esta simpática colectividade.
O que me fez voltar? A minha neta Carlota, que há muito se mostrava interessada em aprender música, e saxofone de preferência. Fomos inscrevê-la na Escola de música da S.F. "OS ALIADOS", onde temos muita gente amiga e conhecida, desde logo os meus sogros eram lá pessoas muito estimadas, e com passado, não só filármónico como directivo, e eu também fui lá músico.
Com a minha situação de reformado, e, chegado de novo ao local de origem, São Pedro, com a Carlota lá na Escola, fui convidado pelos dirigentes, e pelo Maestro Rui Moreira, não poderia nunca recusar, até pela disponibilidade, e vontade que me move em ajudar esta causa. Assim hoje sou mais um filármónico desta simpática colectividade, que no Domingo fez 89 anos. Esta casa tem um potencial elevado, tem uma escola de música, que ensina bem, e sem cobrar um cêntimo, só esperando a contrapartida, que depois cada um venha a ser um filarmónico, dedicado e presente.

Depois deste preambulo já extenso, falar um pouco sobre o programa, que para mim tinha dois pontos mais importantes, desde logo a primeira actuação da minha neta Carlota, com uma pequena peça a solo, já a tocar Sax-alto, peça essa que ela estudou caprichosa e incansávelmente, ao ponto de a já saber de cor, estava super segura, eu estava posso dizer vaidoso da sua capacidade, e da vontade que ela tinha em apresentar-se em público. Mal dormiu nessa noite antes da apresentação, tal a excitação, tem 11 aninhos, é uma criancinha, muito responsável mas criança.
Antes do início do espectáculo, tocou várias vezes a peça para aquecer o instrumento e praticar, ao ponto de o maestro a mandar parar para ela não se cansar. Tudo se conjugava para uma actuação cheia de sucesso. Quando foi a sua vez, depois das primeiras linhas da pauta terem sido tocadas exemplarmente, surgiu uma nota falhada. Daí já não foi capaz de sair, já não conseguiu tirar mais nenhuma nota, ainda se trocou de instrumento, porque o que ela usou é um Sax  recentemente reparado, com pouca qualidade,  e poderiam ser problemas técnicos, mudou-se para outro novo, mas ela não se adaptou, enervou-se, e, com a casa cheia de gente, levou uma ovação monstruosa pela sua tenacidade, e pelo modo como aguentou perante tanta gente aquela empreitada sem verter uma lágrima, mas, quando saiu do palco desatou num pranto, que ninguém conseguia parar.
A Carlota em palco com o Maestro Rui Moreira

A vida prega-nos destas partidas, só me lembrava dos tempos de espectador assíduo da formula 1, em que os carros super vistos e revistos, na hora de partir, ficavam parados na recta da meta.

O outro ponto para mim importante, era a actuação da Banda, e sobretudo a minha actuação, pela primeira vez na minha vida a tocar Timpanos.
Eu sou sempre crítico do meu trabalho, como não fiz uma actuação limpa de fio a pavio, não gostei, tenho em meu favor o facto de os ensaios terem sido poucos para as minhas necessidades, sei que posso melhorar, e vou fazê-lo.
A Banda está a atravessar um bom momento, o Concerto foi do agrado geral, há muita gente nova, e um jovem maestro muito competente, criterioso, muito dedicado e disponível para tudo o que seja ensinar e melhorar o nosso desempenho. Merece que os músicos lhe dispensem toda a atenção, e disponibilidade também.
Parabéns à Sociedade Filármonica "Os Aliados".

sábado, 25 de junho de 2011

Festas de fim de ano lectivo das minhas netas. Escola Secundária D.CARLOS I - SINTRA

Já levo uns bons anos de "tarimba" desta coisa de ir assistir às festinhas e teatrinhos de fim de ano das netas, desde os infantários aos colégios particulares, já levei umas boas secas, mas faz parte.
Na quarta feira 22 foi a festa da Carlota que entrou este ano para a Escola Secundária, teve uma festinha preparada pela professora de História, que é simultaneamente Directora de Turma, e professora de Português, salvo erro. Fizeram uma representação da mudança da Primeira para a Segunda Dinastia, sobre o vazio deixado pelo Rei D. Fernando I, e a aclamação de D. João o Mestre de Aviz. Foi uma representação singela, mas explícita e compreensível, teve ainda a actuação da Carlota a tocar Saxofone, aquela peça que não conseguiu tocar no Aniversário dos Aliados por causa do nervoso miudinho, e, ainda uma canção em Inglês, interpretada por todos os alunos. De destacar toda a abnegação da professora, que não deixou os seus créditos por  mãos alheias, fez isso o ano todo, pessoa muito educada, activa, presente, atenciosa e a nosso ver muito competente. Como tem atributos, não está fixa em lado nenhum, anda a saltar de escolas de uns anos para os outros...
Na foto acima a Directora de Turma, e professora responsável pela representação, festa e beberete, organizou tudo sózinha, só com o apoio dos alunos.
A CARLOTA com o pregaminho, guião da voz off, feito por ela em casa com ajudas caseiras.

Ontem fui assistir à festa da Catarina e da Inês, e estava preparado para o "filme" do costume, mas não deparou-se-nos uma representação dos alunos do 9º ano, da turma das minhas netas que só tem três meninas, as minhas duas e uma outra que nos brindaram com uma Revista do quotidiano, tanto geral como da Escola. Foi mais de hora e meia a rir como há muito não ria assim. 
Em primeiro plano a professora Responsável pela disciplina de Expressão Dramática





As três velhinhas
Uma maravilha, o modo engraçado, vivo e mordaz como caracterizaram tudo o que os rodeia, desde a política, à jardineira da Escola uma senhora caboverdiana, que no final também entrou  na peça e cantou uma canção "SODADE", conhecida morna caboverdiana, (tive que dar um jeito por fora porque a senhora não tinha ritmo, eu por dever de ofício e como estávamos em família, marquei o ritmo e foi tudo atráz de mim). As cenas tristes que os pais dos meninos menos bem comportados, fazem quando vão à escola agredir de todo o modo os professores, verbal e fisicamente, ali representado com o arremesso de bolas de ténis. Até à má lingua, representada por três velhinhas, aí entraram as meninas, entre elas a Catarina e a Inês, bem como a colega. Muito engraçado, chorei a rir, e não estava nada à espera. Parabéns à professora, que os motivou, ensinou, e sobretudo engendrou uma peça tão engraçada, como alguém diria; - É disto que o povo gosta!
A D. Laidinha (a Inês)



Espero que a Escola Pública, não venha a sofrer mais com a nova governação, para que a qualidade do ensino não se degrade totalmente. Eu tenho algum seticismo sobre o que se passa nas escolas, mas com o dia de hoje e o que vi no dia da Festa da Carlota, que coincidiu com o último dia de aulas, e que teve depois um mega arraial, com direito a sardinha assada e febras na brasa, foi bonito ver tanta participação dos jovens, que recrearam com a ajuda do pessoal e professores uma festa que pedia meças a qualquer outra dessas que se realizam por aí.     
                                                                                     
Os paizinhos malcriados!     

                               
Este aluno que faz de pai era o pilar da peça! Uma graça e um à vontade, que só se vê a um nível mais elevado, teve nota 5 a Expressão Dramática!

Conjunto Mistério, a revitalização de um grande nome dos anos 60.

Conforme programado, esta banda mítica dos anos sessenta, que ganhou inclusive um Concurso no Cinema Roma, para promoção do filme Mocidade em Férias, de música tipo Shadows, como se dizia na altura para grupos de três guitarras e bateria, que só tocavam música solada. Ganharam e tiveram direito a ir a Londres, estar com os Shadows, e gravar um disco onde gravavam os Shadows.
Eram então todos bons músicos, tal qual como agora, mas da formação primitiva só tinham o baixista, que mais tarde fez furor nos Sheik´s, o conhecido e talentoso Edmundo Silva. O Mistério actual, além do Edmundo que tem muita escola de fazer vozes, canta e toca bem, tem na voz principal o Duarte Mendes, outra excelente voz e guitarra ritmo muito seguro, na bateria um excelente músico, que esteve parado muitos anos, mas como quem sabe nunca esquece, ele provou-o, o ex Chinchila Vitor Mamede. E o leader da banda, não tenho adjectivos para lhe dar, já tinha tido o prazer de ter tocado com ele numa espécie de projecto, sei há muito das suas potencialidades, todo o mundo sabe, mas é uma maravilha ouvir o José Pino!



Já hoje comentei isto num blogue, ali não há notas erradas, nem notas ao lado, está lá sempre, tem um som maravilhoso, uma segurança só ao alcance dos eleitos, também fruto de muito trabalho e dedicação que já leva umas décadas, não basta ter jeitinho, quem não trabalha fica pelo caminho.
A actuação do "Mistério", teve a colaboração prestimosa do Daniel Bacelar, cantor contemporâneo desta banda, mas nessa altura fazia-se acompanhar pelos Gentleman,

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Tantas homenagens à minha pessoa!


Eu sabia que era uma pessoa com alguns méritos, que pertenço a uma família de gente inteligente, que o meu pai era muito estimado, primos grandes vultos das letras portuguesas, bons músicos, isso tudo eu sabia, agora que lá para os lados de Vouzela, tinha uma terra com o nome de Caínhas, barragens, e outras honrarias, isso eu só soube há pouco tempo.
Barragem das Caínhas
Como tudo em Portugal estas coisas nunca são feitas como deve de ser, fizeram tudo nas minhas costas, não me convidaram, nem a mim nem às minhas mulheres, porque aquilo está tudo no feminino, devem querer homenagea-las, esposa, filha e netas.

Agradeço, e prometo que em breve vou visitar todo esse património que tem o meu nome!
O célebre combóio do Vale do Vouga, tão procurado mas entretanto desactivado, também por lá passava, hoje é um memorial que por acaso não tem o meu nome, se calhar esqueceram-se, não faz mal eu também não mereço tanto!